segunda-feira, 18 de agosto de 2008

SÉCULO XVIII - SÉCULO DAS LUZES

O SÉCULO DAS LUZES (XVIII)

“Iluminar, ilustrar, esclarecer, fornecer as luzes: a luz, metáfora da razão desde Platão (428-347 a.C.), torna-se no sáculo XVIII a grande palavra de ordem. Na Inglaterra, na Itália, na França e na Alemanha, proliferam idéias em seu nome, que, não se agrupam em um só movimento, tem o mesmo objetivo: combater o seu oposto, as trevas e obscurantismo” (ABRÃO, 247)

O desenvolvimento da consciência é o único modo de alcançar a liberdade.

A razão é fundamental para libertação do homem das amarras que o prendem, sobretudo da dominação política (o absolutismo) e da tirania religiosa (o cristianismo)

É pela razão que o homem se liberta do mundo dos mitos, da magia, das superstições, conduzindo-se ao domínio de si.

Movimento filosófico-cultural, com inserção em diferentes campos da vida humana (Arte, Filosofia, História, Economia, Física, etc.)

O Iluminismo marcou o século XVIII influenciando países como Inglaterra, França e Alemanha, mas também Itália, Portugal e outros.

É caracterizado pela crença no racionalismo e otimismo com relação à ciência e à técnica , advinda do Renascimento do século XVI e do Racionalismo do Século XVIII. Sua concepção desenvolvimentista e evolucionista do homem exerceu influências em diferentes áreas do conhecimento humano. O conhecimento científico e o desenvolvimento tecnológico foram entendidos pelo Iluminismo como formas de transformação para a melhoria do mundo.

O Estado Absolutista e o cristianismo foram os principais alvos das críticas contundentes dos iluministas. Da civilização à razão, do mundo imaterial ao material, essa passagem sempre foi associada às idéias de civilização e progresso.
“A humanidade só será feliz quando o último padre for enforcado com as tripas do último rei”

“A nossa época é a época da crítica, à qual tudo tem que submeter-se. A religião, pela sua santidade e a legislação, pela sua majestade, querem igualmente subtrair-se a ela. Mas então suscitam contra elas justificadas suspeitas e não podem aspirar ao sincero respeito, que a razão só concede a quem pode sustentar o seu livre e público exame” (Imanmuel Kant)

A razão iluminista influenciou profundamente o pensamento ocidental em relação a diversas questões:
Defesa de direitos naturais e inalienáveis do homem,
Desconfiança absoluta de poderes instituídos por hereditariedade ou por direito divino,
Descrenças nas explicações míticas e religiosas das coisas humanas

Além de influenciar o pensamento ocidental, esses aspectos forneceram bases teóricas para os movimentos revolucionários contemporâneos, assim como, para outros que o sucederam.
Ainda que importantes autores contemporâneos venham ressaltando as origens do Iluminismo no século XVII tardio, não há consenso abrangente quanto à datação do início da era do Iluminismo. Boa parte dos acadêmicos simplesmente utilizam o início do século XVIII como marco de referência, aproveitando a já consolidada denominação Século das Luzes . O término do período é, por sua vez, habitualmente assinalado em coincidência com o início das Guerras Napoleônicas (1804-15).

Iluminismo é um conceito que sintetiza diversas tradições filosóficas, correntes intelectuais e atitudes religiosas. Pode-se falar mesmo em diversos micro-iluminismos, diferenciando especificidades temporais, regionais e de matiz religioso, como nos casos de Iluminismo tardio, Iluminismo escocês e Iluminismo católico.

A fé iluminista
“A maioria dos iluministas criticavam as religiões, sobretudo por que estas faziam o uso de mistificações para convencer os fiéis. Não pregavam, no entanto o ateísmo, pregavam uma nova forma de relacionamento com o divino, como pode ser observado nesse texto de Voltaire.

O deísta é um homem firmemente persuadido da existência dum ser supremo tão bom como poderoso, que formou todos os seres extensos, vegetantes, sensíveis e reflexivos; que perpetua a sua espécie, que pune sem crueldades os crimes e recompensa com bondade as ações virtuosas.

O deísta não sabe como Deus pune, como favorece, como perdoa, pois não é tão temerário de sabre com Deus atua, mas sabe que deus atua e que é justo. As dificuldades contra a Providência não abalam sua fé, por que são somente grandes dificuldades e não provas (...) Reunido neste princípio co o resto do universo, não abraça nenhuma das seitas, que todas elas se contradizem.

A sua religião é a mais antiga e a mais extensa; pois a simples adoração de um Deus precedeu todos os sistemas do mundo (...) Crê que a religião não consiste nem as opiniões duma metafísica ininteligível, nem em vãos aparatos e solenidades, mas na adoração e na justiça (...) O maometano grit-lhe: ‘tem cuidado, se não fazes a peregrinação à Meca!’ ‘Desgraçado de ti’, diz-lhe um franciscano ’senão fazes uma viagem à Nossa Senhora do Loreto!’ Ele ri-se de Loreto e da Meca; mas socorre o indigente e defende o oprimido.”

O Iluminismo

História do Iluminismo, o pensamento no Século das Luzes, critica ao absolutismo, pensadores iluministas, Rousseau, Montesquieu, Voltaire, Locke, Diderot e D'Alembert, idéias dos principais filósofos, filosofia e política nos séculos XVII e XVIII.
Jean Jacques Rousseau : um dos principais filósofos do iluminismo

Introdução
Este movimento surgiu na França do século XVII e defendia o domínio da razão sobre a visão teocêntrica que dominava a Europa desde a Idade Média. Segundo os filósofos iluministas, esta forma de pensamento tinha o propósito de iluminar as trevas em que se encontrava a sociedade.


Os pensadores que defendiam estes ideais acreditavam que o pensamento racional deveria ser levado adiante substituindo as crenças religiosas e o misticismo, que, segundo eles, bloqueavam a evolução do homem. O homem deveria ser o centro e passar a buscar respostas para as questões que, até então, eram justificadas somente pela fé.

A apogeu deste movimento foi atingido no século XVIII, e, este, passou a ser conhecido como o Século das Luzes. O Iluminismo foi mais intenso na França, onde influenciou a Revolução Francesa através de seu lema: Liberdade, igualdade e fraternidade. Também teve influência em outros movimentos sociais como na independência das colônias inglesas na América do Norte e na Inconfidência Mineira, ocorrida no Brasil.

Para os filósofos iluministas, o homem era naturalmente bom, porém, era corrompido pela sociedade com o passar do tempo. Eles acreditavam que se todos fizessem parte de uma sociedade justa, com direitos iguais a todos, a felicidade comum seria alcançada. Por esta razão, eles eram contra as imposições de caráter religioso, contra as práticas mercantilistas, contrários ao absolutismo do rei, além dos privilégios dados a nobreza e ao clero.

Os burgueses foram os principais interessados nesta filosofia, pois, apesar do dinheiro que possuíam, eles não tinham poder em questões políticas devido a sua forma participação limitada. Naquele período, o Antigo Regime ainda vigorava na França, e, nesta forma de governo, o rei detinha todos os poderes. Uma outra forma de impedimento aos burgueses eram as práticas mercantilistas, onde, o governo interferia ainda nas questões econômicas.

No Antigo Regime, a sociedade era dividida da seguinte forma: Em primeiro lugar vinha o clero, em segundo a nobreza, em terceiro a burguesia e os trabalhadores da cidade e do campo. Com o fim deste poder, os burgueses tiveram liberdade comercial para ampliar significativamente seus negócios, uma vez que, com o fim do absolutismo, foram tirados não só os privilégios de poucos (clero e nobreza), como também, as práticas mercantilistas que impediam a expansão comercial para a classe burguesa.

Os principais filósofos do Iluminismo foram:
John Locke (1632-1704), ele acreditava que o homem adquiria conhecimento com o passar do tempo através do empirismo;
Voltaire (1694-1778), ele defendia a liberdade de pensamento e não poupava crítica a intolerância religiosa;
Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), ele defendia a idéia de um estado democrático que garanta igualdade para todos;
Montesquieu (1689-1755), ele defendeu a divisão do poder político em Legislativo, Executivo e Judiciário;
Denis Diderot (1713-1784) e Jean Le Rond d´Alembert (1717-1783), juntos organizaram uma enciclopédia que reunia conhecimentos e pensamentos filosóficos da época.

2 comentários:

Eu disse...

Fantástico este post.
Obrigada pela ajuda que me deu.

Equipe Alto Nivel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.